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16/04/2018 - Comitê de Mortalidade se reúne para encontrar meios de diminuir os casos de Sífilis no município de Gravataí
 

Na manhã desta segunda-feira, 16, o Comitê de Mortalidade esteve reunido nas dependências do Hospital Dom João Becker para debater sobre a Sífilis, doença sexualmente transmissível que têm demonstrado aumento nas taxas de infecção da população municipal. Representantes de diversas unidades básicas de saúde e serviços especializados, da Secretaria Municipal de Saúde -SMS, estiveram presentes para, juntos, entender os motivos crescentes da doença e para encontrar maneiras de diminuir o número de casos.

A sífilis é uma doença silenciosa que, após a infecção inicial, a bactéria pode permanecer no corpo da pessoa por anos até manifestar-se. Quando não tratada, torna-se uma doença de fácil proliferação, por meio do contágio, podendo ocasionar em problemas severos ao organismo.

A sífilis congênita é a transmissão da doença de mãe para filho, seja durante a gravidez ou durante o parto. A infecção é grave e pode causar má-formação do feto, aborto ou até a morte do bebê, quando este nasce gravemente doente. Por isso, é importante fazer o teste para detectar a sífilis durante o pré-natal e, quando o resultado for positivo, tratar corretamente a mulher e seu parceiro. Só assim se consegue evitar a transmissão da doença.

O que acontece, no caso de Gravataí, é o aumento ano após ano desta DST, com exceção de 2017, quando houve declínio dos números, apesar de ainda se manterem altos. O Grupo de Mortalidade então, têm o objetivo de analisar a transmissão vertical da sífilis (da mãe para o feto), para propor medidas que possam corrigir falhas na prevenção, assistência e vigilância da transmissão vertical da sífilis no pré-natal, parto e puerpério, no município de Gravataí.

Segundo dados de março do Sinam (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) de Gravataí, do ano de 2010 até março de 2018, foram notificados 1.169 casos de Sífilis Adquirida. Sendo 630 mulheres, 532 homens e 07 sem esclarecimento do sexo. Porém, há chances de muitas outras pessoas estarem portando esta doença infectocontagiosa e não a estarem tratando, por desconhecimento.

Para Luciane da Silva, enfermeira, especialista em Saúde da Família e Comunidade, e Coordenadora Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher, da SMS/Gravataí, que conduziu a palestra sobre o tema, ainda há muito o que melhorar nesta identificação dos casos, mas alguns dos problemas já conhecidos dificultam o processo de coleta de informações. “A falta de preenchimento de dados importantes ou preenchimento de campos como ignorado, dificultam o diagnóstico epidemiológico, desqualificando assim as informações”, destaca a enfermeira.

Para evitar o aumento significativo das notificações de sífilis em gestantes, sífilis congênita e de seus parceiros, é necessário que exames médicos sejam realizados. O diagnóstico precoce, com tratamento adequado, são medidas simples e efetivas para prevenção e controle da doença.